A favor de eleições limpas

A Igreja Anglicana Reformada do Brasil temos recebido esta carta da Aliança Evangélica a qual consideramos um passo em positivo, depois de diversas ações desta Aliança que tinham causado grande preocupação entre os círculos anglicanos reformados. Desejamos compartilhar parte da carta da Aliança Evangélica Brasileira para reflexão dos irmãos.

Irmãos e irmãs, saudações e paz em Cristo.

Este é assunto é muito importante e solicitamos sua atenção para o que segue.

Os irmãos e irmãs devem ter lido e ouvido algumas falas de nosso meio evangélico sobre como os movimentos das ruas e praças poderia tomar a forma de encaminhamentos mais concretos para as mudanças que se fazem necessárias em nosso Brasil, a fim de aprimorar nossa democracia e manifestar mais da justiça de Deus em nossa sociedade.

Assim, tomamos a decisão de apoiar a campanha “Eleições Limpas”, do mesmo movimento que conduziu a projeto de iniciativa popular “Ficha Limpa”.

Abaixo há várias informações para que os demais integrantes da liderança da Aliança, seus filiados e o povo evangélico, entendam essa tomada de decisão o quanto ela é importante neste momento da vida brasileira.

Nós esperamos que você caminhe com a Aliança fazendo o seguinte:

  1. assine em apoio ao projeto de lei por iniciativa popular, conforme orientações abaixo;
  2. compartilhe nossa participação nesta campanha com outras lideranças evangélicas de seu relacionamento;
  3. compartilhe também através do Facebook, se você tem uma conta lá;
  4. baixe o formulário com a lista para colher assinaturas e faça uma campanha por assinaturas em sua igreja ou organização e envie-nos por correio.

Porque a Aliança Evangélica Apoia Campanha “Eleições Limpas”

Depois do sucesso do projeto de iniciativa popular “Ficha Limpa”, chegou a vez da campanha por “Eleições Limpas”. Sob a liderança do MCCE, com a participação de um grande coletivo de organizações e pessoas por todo o Brasil, precisamos coletar 1 milhão e 600 mil assinaturas até o fim deste mês de julho, para dar entrada em proposta de Reforma Política por iniciativa popular.

O que muda com as “Eleições Limpas”?

  • retira as empresas do financiamento de campanhas;
  • menos candidatos e mais propostas;
  • mais liberdade de expressão na internet.

Conheça a proposta do Projeto de Lei por iniciativa popular na íntegra neste link.

Vote pela Internet aqui.

Vote pelo Facebook, aqui.

Outras considerações sobre o apoio evangélico a “Eleições Limpas”

Esta proposta trabalho com o que é necessário, possível, viável, alcançável agora, de modo prático e objetivo, sem idealizar para fora da realidade e possibilidades do Estado de Direito.

Movimento “eleições limpas” está propondo projeto de lei popular. Não propõe plebiscito, referendo ou constituinte. Estes três expedientes demandam muito mais tempo de realização e não alcança as próximas eleições.

A mudança da legislação eleitoral (leis ordinárias) não depende de plebiscito, o que é mais simples que mudança constitucional (quórum, votações, processo, que são diferentes).

Não apoiar iniciativas como estas implica em deixar as coisas estão (não afirmar mudanças), beneficiando e mantendo atual sistema, em dissonância com o senso de justiça da sociedade como um todo.

“Eleições Limpas” não muda o sistema proporcional para distrital (que seria matéria constitucional) – propõe sim a alteração dentro da legislação vigente no sentido das eleições proporcionais serem também em dois turnos (deputados e vereadores, quando for o caso) – primeiro se vota num partido e num segundo turno num candidato dentro de uma lista (elaborada a partir de eleições internas do partido), conforme as vagas obtidas pelo partido no primeiro turno.

Mantém coligações, mas sem permitir o acumulo de verbas para campanhas (o que em tese favorece oposições) e fortalece partidos (perde mandato quem mudar de partido).
Empresas não podem doar e há limites de verbas por candidatos (democratiza e dá oportunidades a candidatos que não representam o capital).

Avancemos com as mudanças possíveis e imediatas

Por certo, desejamos muito mais; mas temos diante de nós uma proposta prática e alcançável, para ser discutida e eventualmente melhorada pelos congressistas, de modo que possam valer para 2014. Vamos um passo de cada vez.

Não devemos confundir eventuais desgostos com políticos específicos, ou posições partidárias, com justas reformas do sistema político – esta mudança no sistema poderá resultar num parlamento melhor, que poderá fazer leis melhores, e até aprofundar mudanças no sistema eleitoral futuro.

Existem outras opções os quais os evangélicos podemos apresentar e propor para mudar o Brasil atual. Se não concordamos com a proposta da lei eleitoral vigente ou as mudanças que a Aliança Evangélica está apoiando, então nosso dever é apresentar alternativas.

Nosso bispo diocesano, Revmo Josep M Rosselló, afirmou o seguinte, “desejo acreditar que os  anglicanos reformados desejamos construir um Brasil com valores Federalistas, Parlamentarista, Humanistas (dentro do Personalismo) e Participativos, norteados pelo ethos cristão.

2016-12-09T01:01:25+00:00